quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Brasil chegará ao final do ano com ritmo de crescimento de 4%, diz o ministro da Fazenda


Presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante 39ª Reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30), na abertura da 39ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que o Brasil só será um país justo quando for capaz de ser um país competitivo. Segundo ela, melhorar a competitividade do país significa garantir mais emprego e aumento da renda para os brasileiros.
“Elevar a competitividade é condição para que a gente garanta, de forma sustentável, os níveis de emprego, de renda, a prestação de serviços sociais de qualidade a todos os brasileiros e brasileiras. Nem sempre a competitividade significa isso, mas é impossível ter isso sem competitividade. Nós não seremos um país justo se não formos capazes de ser um país competitivo”, afirmou.
A presidenta disse que todas as medidas tomadas pelo governo para aumentar o nível de investimento e reduzir o custo do país têm um sentido de longo prazo. Segundo ela, é necessário reduzir custos e ter maior eficiência e produtividade para enfrentar as décadas que virão. Dilma afirmou ainda que a redução dos juros faz parte deste esforço de tornar o país mais competitivo.
“Graças a esse compromisso da sociedade brasileira com a solidez fiscal nós criamos esse ambiente para que a taxa de juro caísse. Ela não caiu por produto de nenhum voluntarismo. Ela é produto de um longo caminho, de uma longa trajetória (…) Isso implica uma inflação controlada, isso implica numa redução da dívida líquida sobre o PIB e nós temos conseguido isso. Não há como tergiversar a esse respeito (…) e por isso criamos um espaço que tornou possível a redução dos juros”, disse.
Durante o discurso, a presidenta Dilma também disse que deverá anunciar na próxima semana uma série de medidas que irão garantir a redução da tarifa de energia elétrica.
“Nós iremos também fazer um conjunto de medidas para garantir a redução dos custos de energia elétrica baseado em duas coisas, baseado na reversão das concessões (…) e também através de redução dos encargos, também ainda está no finalzinho isso, está no finalzinho. Nós pretendemos fazer o lançamento na semana que vem”.


Ao fazer uma apresentação sobre a conjuntura da economia brasileira, Mantega afirmou que o atual estágio da crise internacional é mais grave do que em 2008 e 2009. Segundo ele, por não depender tanto dos mercados externos, o Brasil é um dos países menos afetados pela crise.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje (30), durante a 39ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto, que o Brasil chegará ao final do ano com um crescimento anualizado de 4%. Segundo ele, a melhora no desempenho da economia se deve a uma série de medidas estruturais e conjunturais tomadas pelo governo.

Mantega também criticou a taxa de juros praticada pelos bancos. Segundo ele, as taxas não são as mais adequadas para estimular o consumo e o investimento. Para o ministro, o país ainda tem espaço para reduzir os spreads – diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o valor que cobram dos clientes – e assim gerar novos efeitos positivos na economia.
“A economia começa a se aquecer, há um crescimento gradual (…) As projeções de mercado apontam avanço de 0,5% ou 0,6% no segundo trimestre, que anualizado chega a 2%, e de 1,1% no terceiro semestre. Chegaremos ao final do ano com crescimento anualizado em torno de 4%”, disse Mantega.

Vídeo: Não seremos um país justo se não formos capazes de ser um país competitivo, afirma Dilma

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comunicado: Os mais de 300 demitidos da Prosegur Paraguai apresentam suas ...

O movimento sindical brasileiro perde uma mulher lutadora e guerreira; a família CSPB...

Quando o ex-presidente da CSPB, Raimundo Nonato Cruz, imprimiu novas estratégias na condução política e administrativa da Confederação, ainda no calor da Assembleia Nacional Constituinte, uma das suas decisões foi no sentido de incorporar novos quadros dirigentes.

Polícia apura conexão entre ataques a cofres eletrônicos:

A prisão em flagrante de um ladrão por volta das 23h30min de sábado, enquanto arrombava um caixa eletrônico em uma agência do Santander, na Avenida Assis Brasil, na Capital, reforçou ainda mais a certeza, entre policiais, da existência de uma conexão entre esse tipo de crimes em todo o país. É que, novamente, o criminoso surpreendido pela Brigada Militar é catarinense — como eram três dos quatro arrombadores presos em junho em Rio Pardo. E como catarinenses eram, também, os quatro ladrões presos em Vitória (ES), em março, com R$ 500 mil provenientes do arrombamento de uma agência bancária. O ladrão azarado da vez é Robson Muller, 28 anos, técnico em manutenção, de Joinville (SC). Pelo menos outro homem, que, segundo a polícia, vigiava a ação do bandido do lado de fora, conseguiu fugir em um automóvel, assim que a viatura da polícia chegou ao local, depois do acionamento do alarme da agência. Muller foi surpreendido enquanto operava uma furadeira. Ele ainda tinha outras ferramentas, como transformadores e alicates. Autuado por furto, o arrombador foi encaminhado ao Presídio Central. Na semana passada foram registrados outros dois casos relacionados a arrombamento de caixas eletrônicos do Santander no Estado. Na última quinta-feira, em Torres, Jeferson de Freitas, 29 anos, funcionário de uma fábrica de antenas parabólicas em Jaraguá do Sul (SC), foi encontrado por cinco PMs dentro de um táxi quando fugia pela BR-101, em direção a Santa Catarina.

No Rio de Janeiro Oportunidade Seg

Loading...