quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Falta de segurança nas agências bancárias será tema de debate com banqueiros


Apenas no primeiro semestre do ano, vinte e sete pessoas morreram após assaltos envolvendo bancos no país, aumento de 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). Os números preocupam a categoria, que reivindica na mesa de negociação com a federação dos bancos (Fenaban), nesta quarta-feira (15), mais investimento em segurança dentro das instituições financeiras.
“Os números mostram que desde que se ampliou a instalação das portas nas agências houve redução no número de assaltos. E quando retiradas, a violência aumentou. O que comprova a eficiência desse equipamento”, disse Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O Sindicato defende a instalação das portas em todas as agências.
De acordo com estatística da Febraban, após a instalação das portas de segurança, a partir do final dos
anos 1990, houve redução do número de assaltos: de 1.903 em 2000, para 369 em 2010. No entanto, houve aumento para 422 ocorrências em 2011, ano em que alguns bancos retiraram as portas giratórias nas reformas das agências.
Um projeto de lei, em São Paulo, previa a obrigatoriedade do equipamento, mas em 2008 o prefeito Gilberto Kassab vetou o PL. Atualmente, as portas com detector de metais são um instrumento opcional.
Multas– Só este ano, uma comissão do Ministério da Justiça multou seis bancos públicos e privados em
R$ 809,9 mil por irregularidades no setor de segurança. Os bancos foram flagrados com número insuficiente
de vigilantes, alarmes inoperantes, utilização de bancários para o transporte de valores, entre outros.
Segundo dados do Dieese, os cinco maiores bancos que operam no país apresentaram lucros de R$ 24 bilhões no primeiro semestre de 2012, mas os investimentos em segurança e vigilância somaram apenas R$ 1,5 bilhão, o que significa 6%, em média, na comparação com os lucros.
Chave do cofre– Uma modalidade de sequestro assusta a categoria.
Alguns bancos entregam a chave do cofre para os bancários levarem para casa. E já existe aumento de casos de violência contra esses trabalhadores. O Sindicato quer a proibição dessa função. E reivindica
também que os bancos cumpram a lei 7.102/83, que proíbe o serviço de transporte de valores de uma instituição financeira por um bancário.
A legislação determina que o serviço deve ser realizado por empresa especializada contratada para essa
finalidade ou pelo próprio estabelecimento com pessoal treinado.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

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